Tenho buscado um caminho para o meu trabalho que possibilite a presença dos objetos de arte no dia a dia das pessoas. Essa meta me levou à pesquisa de técnicas em que eu possa associar as funções utilitárias ao prazer visual, ao questionamento de ideias, à descoberta de formas de expressão nas situações mais surpreendemente corriqueiras.
É assim que vou incoporando à minha poética as técnicas do fogo, da porcelana, da cerâmica, da joalheria, dos bordados, dos recortes e decalques. Os dourados e metais preciosos vão aos poucos transferindo-se também para as aquarelas, base segura onde tudo começa e para onde quase tudo sempre volta.
Naturalmente Gustav Klimt, René Lalique e Alphonse Mucha foram ocupando um papel cada vez mais significativo e inspirador nesse caminhar.
Entretanto, os fundamentos mais importantes de desenho e pintura vieram principalmente dos artistas e arte-educadores Hélio Siqueira e Maciej Babinski.
Também preciso referenciar outros artistas contemporâneos como Glen Martin Taylor, Annora Spencer, Peter Faust, Anya Stasenko e Slava Leontiev, cujas poéticas me sensibilizam particularmente.
Aprecio e sinto-me muito instigada pela produção de ilustradores, artistas gráficos e do papel como Pascoal Campion, Bill Watterson, Brian Kesinger, Yulia Brodskaya e uma infinidade de aquarelistas e Urban Sketchers.